A fábrica de telefones AfriOne, inaugurada em 14 de outubro de 2020 pelo Presidente da República, João Lourenço, enfrenta um impasse há quase dois anos, devido à escassez de matérias-primas e à ausência de um acordo concreto com o Ministério da Educação para o fornecimento de equipamentos às escolas.
Conforme revelado pelo Jornal Expansão, a fábrica de montagem de telefones operava apenas com 25% de sua capacidade instalada, o que limitou significativamente a produção dos dispositivos tecnológicos.
“Devido à redução na frequência de navios, muitos dos componentes necessários para a montagem são impactados por essa via", destacou Deslandes Rafael, diretor administrativo da empresa.
Inicialmente financiada com 15 milhões USD pelo gabinete do Sheik dos Emirados Árabes Unidos (EAU), Ahmed Dalmoor Al Maktoum, para montar 250 mil aparelhos eletrônicos por mês, a fábrica enfrenta o fechamento de suas quatro linhas de produção neste momento.
Sob gestão do grupo indiano Contec Global, a empresa foi instalada na Zona Econômica Especial Luanda-Bengo com o propósito de montar computadores (portáteis e de mesa), tablets e telefones analógicos e smartphones, além de acessórios. As linhas de produção são adaptáveis para a montagem de outros produtos, oferecendo uma possibilidade de aproveitamento da capacidade instalada.
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Fonte: Menosfios

